
Após andarem cerca de 40 km pela mata em três dias, os guerreiros xikrins chegaram à aldeia Rapkô entoando cantos e carregados com material confiscado: motosserras, espingardas, ferramentas, panelas e até galinhas, informa reportagem dos jornalistas Fabiano Maisonnave e Lalo de Almeida, que é veiculada no site da Folha de São Paulo.
“O cara falou lá: ‘A terra está liberada, o Bolsonaro liberou, por isso que a gente veio. A gente quer trabalhar, quer ajudar indígena,’”, conta o líder Bekara Xikrin, 42. “Eu disse: ‘Não, este indígena não quer, guerreiro velho não quer, não pode desmatar’”.
Os xikrins relataram que dezenas de hectares estavam queimados e que já havia pasto plantado em algumas áreas invadidas. Eles afirmaram que não houve violência e que os grileiros concordaram em deixar a TI Trincheira.
Os invasores, no entanto, prometem contra-atacar. Na noite de domingo (25), os xikrins receberam uma ameaça via WhatsApp junto com uma foto em que aparecem dezenas deles. O grupo estaria se dirigindo à aldeia mais próxima.
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