O assunto está sendo destaque nos principais site do país.
Segundo o jornalista Flávio Ferreira, quatro meses antes de deixar prescrever um processo criminal contra Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, a 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo chegou a indagar ao Ministério Público sobre a prescrição e, mesmo após receber resposta, nada fez para evitá-la.
De acordo com a matéria que ele assina para a Folha de São Paulo, a sentença da ação penal que trata de lavagem de dinheiro e outros delitos foi publicada em 29 de outubro, dez dias após a Folha e a Agência Pública revelarem que a causa em relação a Edir Macedo e outro réu, Bispo João Batista, 75, havia prescrito em meados de setembro.
Na decisão judicial, a juíza Silvia Maria Rocha, titular da vara, reconheceu que o prazo legal para aplicar eventuais penas aos dois acusados havia se esgotado, mas não justificou o atraso no julgamento da ação penal.
Após escrever que o crime estava “fulminado pela prescrição”, a magistrada limitou-se a afirmar: “Neste particular, registro que, ainda que assim não fosse, o próprio órgão acusador pugnou pela absolvição dos referidos réus no que tange à lavagem de dinheiro”.


