Está todo mundo falando. Até a Folha de São Paulo deu destaque de mais este caso do ex-governador Beto Richa.
Ele virou réu pela quarta vez no âmbito da Quadro Negro, operação que investiga supostos desvios de ao menos R$ 20 milhões em verbas destinadas à construção e reformas de escolas públicas no estado.
A Justiça paranaense aceitou a denúncia do Ministério Público na sexta-feira (22) sob a acusação dos crimes de lavagem de dinheiro e obstrução de investigação.
Também viraram réus sob a acusação dos mesmos crimes a esposa do político, Fernanda Richa, e o contador da família, Dirceu Pupo. Um dos filhos do ex-governador, André Richa, foi denunciado apenas por lavagem de dinheiro.
Em nota, a defesa de Beto Richa afirmou que recebe com “perplexidade” a notícia do recebimento da denúncia, já que os fatos já foram alvo de acusações anteriores.
“O Ministério Público se contradiz, e agora acusa o ex-governador sem saber apontar a ilicitude dos recursos”, diz a nota.
A defesa de Fernanda e André Richa declarou por meio de nota que a empresa patrimonial citada na denúncia foi constituída em 2008 para gerir a herança do pai de Fernanda, mas que não possui qualquer relação com Beto Richa.
“A sociedade tem como sócios apenas Fernanda e seus filhos”, diz. O texto afirma ainda que todas as transações feitas pela empresa ocorreram em razão de “oportunidades comerciais reais e lícitas” e que não houve operação para ocultar ou dissimular valores.
A defesa de Dirceu Pupo foi procurada, mas ainda não se manifestou.


