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Não pegou bem. Sergio Moro vem sendo pressionado, tanto pelo STF como pelo Congresso. Uns e outros já defendem o seu desligamento do cargo até a conclusão das investigações

O envolvimento do ministro da Justiça, Sergio Moro, nos desdobramentos da Operação Spoofing, que prendeu quatro supostos hackers, reacendeu a pressão de alas do Supremo Tribunal Federal e do Congresso para que os dois Poderes deem resposta à atuação do ex-juiz da Lava Jato, informa a jornalista Thais Arbex.

Segundo matéria que ela assina, veiculada no jornal impresso da Folha de São Paulo, a avaliação de ministros da corte e de parlamentares da cúpula da Câmara e do Senado é a de que Moro extrapolou os limites de sua competência como ministro de Estado ao indicar que teve acesso a dados de uma investigação sigilosa da Polícia Federal.

A suposta quebra do sigilo do inquérito e o possível abuso de autoridade de Moro tornaram-se eixos de um processo de desestabilização.

Em conversas reservadas, políticos e magistrados dizem que a permanência do ministro no governo de Jair Bolsonaro (PSL) ficou insustentável e defendem que ele se afaste do cargo até a conclusão das investigações.

O líder do PP na Câmara Arthur Lira diz que “Moro está confundindo de vez o papel do juiz com o de ministro. Diferentemente do que disse na Câmara, de que acompanhava a investigação apenas como vítima, ele deu sinais de que comanda a investigação ao violar seu sigilo [da investigação]. A lei de abuso de autoridade está na berlinda”.

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