O tema foi abordado por Celso Rocha de Barros, que é servidor federal e doutor em sociologia pela Universidade de Oxford. Ele participa com frequência de debates políticos na GloboNews e escreve para a Folha de São Paulo.
Na edição impressa desta segunda-feira (28/01) da Folha de São Paulo, Celso Barros afirma que, a esta altura, é difícil não concluir que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, seja enrolado com milícias. O jornal O Globo descobriu que, quando o escândalo dos depósitos suspeitos veio à luz, Queiroz se escondeu na comunidade do Rio das Pedras, berço das milícias cariocas, onde sua família operaria um negócio de transporte alternativo (atividade tipicamente controlada por milicianos).
Ele também faz referência a uma informação da jornalista Malu Gaspar, da revista piauí, que apurou que Queiroz foi colega de batalhão de Adriano da Nóbrega, foragido da polícia e acusado de liderar a milícia Escritório do Crime, sob o comando de um coronel envolvido com a máfia dos caça-níqueis (outra atividade típica de milícia).
A polícia e o Ministério Público cariocas suspeitam que o Escritório do Crime matou Marielle Franco, a da placa que os bolsonaristas volta e meia rasgam às gargalhadas. Adriano da Nóbrega é foragido da polícia.
E, antes que os bolsonaristas digam que não acreditam em polícia, Ministério Público ou imprensa que não entreviste Bolsonaro de joelhos, lembrem-se do que disse Flávio Bolsonaro, o zero-um: Fabrício Queiroz, segundo o filho do presidente da República, lhe indicou a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega para cargos de assessoria em seu gabinete.
Veja na íntegra o artigo de Celso Rocha de Barros.
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