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Deltan Dallagnol, o mais correto do Brasil, queria dar um jeitinho de dar um “chega pra lá” no senador eleito Jaques Wagner. Que feio… Coisa seletiva…

É o que pode se concluir, após tomarmos conhecimento dos diálogos que teriam ocorrido com seus colegas procuradores.

Tudo está no farto material que vem publicando o site The Intercept Brasil.

Um detalhe importante. No meio político, até nos bastidores de “sérias instituições brasileiras”, existem conversas no sentido que todo o material que vem mostrando as artimanhas da Lava Jato, para ferrar uns e outros, nada verdade não seria fruto de hackers, mas sim de alguém muito próximo da própria operação.
Pelo sim, pelo não, a verdade é que tudo precisa ser muito bem explicado e, a cada dia que passa, fica evidente que tudo foi orquestrado e seletivo.

Para o bem da operação, para o bem de todos, as pessoas citadas neste caso que se afastassem, para pessoas isentas possam apurar tudo.

 

Vamos às “coisinhas” de interesse do procurador, Deltan Dallgnol.

 

Segundo a colunista Mônica Bergamo, o procurador Deltan Dallagnol demonstrou, em diálogos com colegas da Lava Jato, em outubro de 2018, que era preciso acelerar ações contra o petista Jaques Wagner —ele tinha acabado de se eleger senador pela Bahia e tomaria posse em fevereiro. Para Deltan, valeria fazer busca e apreensão sobre o político “por questão simbólica”.

Em uma das conversas, Deltan pergunta: “Caros, Jaques Wagner evoluiu? É agora ou nunca… Temos alguma chance?”.

Um procurador identificado como Athayde (provavelmente Athayde Ribeiro Costa) responde: “As primeiras quebras em face dele não foram deferidas”. Mas novos fatos surgiram e eles iriam “pedir reconsideração”.

“Isso é urgentíssimo. Tipo agora ou nunca kkkkk”, escreve Deltan. Athayde diz que “isso não impactará o foro”. Deltan responde: “Não impactará, mas só podemos fazer BAs [operações de busca e apreensão] nele antes [da posse]”.

Uma procuradora pondera que o petista já sofrera uma busca: “Nem sei se vale outra”. Deltan responde: “Acho que se tivermos coisa pra denúncia, vale outra BA até, por questão simbólica”. E completa: “Mas temos que ter um caso forte”.

Athayde informa que seria “mais fácil” Wagner aparecer “forte” em outro caso, e Deltan finaliza: “Isso seria bom demais”.

A assessoria da Lava Jato diz que “o material não permite constatar o contexto e a veracidade do conteúdo. Os integrantes da força-tarefa pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade. A investigação, o pedido, a decisão e a execução de buscas e apreensões demandam semanas ou meses o que torna indigna de credibilidade a suposta mensagem”.

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