Senhoras e senhores, sobre o ato número um, pode-se dizer que a responsável pela defesa de Beto Richa (PSDB), interferiu para que o ex-governador ficasse preso no Regimento da Polícia Montada Coronel Dulcídio, e não no Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais, região metropolitana.
A informação é da Polícia Federal, responsável pelo cumprimento do mandado de prisão do tucano, na sexta-feira (25/01), no âmbito da Operação Integração, que apura um esquema de corrupção em concessões rodoviárias. Nesta quarta-feira (30), a Polícia Federal encaminhou um ofício ao juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Criminal de Curitiba, explicando porque Richa está preso em uma unidade da Polícia Militar.
O magistrado havia cobrado explicações da PF na esteira de uma reclamação do Ministério Público Federal (MPF), que vê prejuízo na permanência de Richa em um local que “não possui os rigores de estabelecimentos prisionais quanto a controle de visitas e restrição de comunicação“.
O segundo ato é que a defesa de Berto Richa não logrou êxito no pedido feito STF. Assim, sabe-se que em resposta a um pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a relatoria dos processos relacionados às operações Integração I e II sob responsabilidade do ministro Luís Roberto Barroso. Com isso, se a defesa do ex-governador Beto Richa (PSDB) entrar com um pedido de habeas corpus no STF, o caso deve ser distribuído a Barroso. O despacho de Fux, entretanto, não implica que decisões anteriores no âmbito da mesma operação sejam revistas pelo STF.


