A Associação Nacional dos Procuradores da República divulgou nota pública afirmando que recebeu com “absoluta contrariedade” a decisão do presidente Jair Bolsonaro de indicar Augusto Aras ao cargo de procurador-geral da República, nesta quinta (05/08), ignorando a lista tríplice dos nomes mais votados pelos próprios membros do Ministério Público Federal (MPF), como é de praxe desde 2003.
Segundo a associação, que organiza o processo de escolha para lista tríplice, o caso é de “o maior retrocesso democrático e institucional do MPF em 20 anos”.
Veja mais da nota da Associação:
“O indicado não foi submetido a debates públicos, não apresentou propostas à vista da sociedade e da própria carreira. Não se sabe o que conversou em diálogos absolutamente reservados, desenvolvidos à margem da opinião pública. Não possui, ademais, qualquer liderança para comandar uma instituição com o peso e a importância do MPF. Sua indicação é, conforme expresso pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, uma escolha pessoal, decorrente de posição de afinidade de pensamento”.


