Dois engenheiros terceirizados da Vale, ligados ao projeto da barragem que se rompeu em Brumadinho, foram presos nesta terça-feira (29/01), em São Paulo. Eles são suspeitos de fraudarem laudos técnicos da empresa, permitindo operações na barragem da Mina Córrego do Feijão e atestando sua estabilidade. As ordens de prisão foram expedidas pela Justiça de Minas Gerais.
Também foram presos outros três funcionários da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pelo empreendimento. Os mandados de prisão temporária têm validade de 30 dias. Outros sete mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Belo Horizonte e em São Paulo, na sede de uma empresa que prestou serviços de consultoria para a mineradora.
BARRAGENS NO PARANÁ
Conforme informamos nesta segunda-feira (28/01), o Paraná vive um drama, quando o quesito é fiscalização das barragens existentes no estado. São 4 funcionários para fiscalizar quase 500 barragens.
A situação é preocupante. Segundo a Agência de Águas, no Paraná existentes 12 barragens consideradas de Alto Risco.
Segundo material produzido pelo site do jornal Bem Paraná, de acordo com o Relatório de Segurança de Barragens, que traz dados referentes ao ano de 2017, o Paraná conta com 450 barragens para diferentes finalidades, como acúmulo de água, de rejeitos de minérios ou industriais e para geração de energia — a ANA, contudo, estima que o número de represamentos artificiais espalhados pelo País seja pelo menos três vezes maior que os dados oficiais, uma vez que não são todos os órgãos e entidades fiscalizadoras que cadastraram as barragens sob sua jurisdição.
Ainda assim, apenas com relação aos barramentos oficialmente cadastrados, temos que 11 são classificados como apresentando alto risco, 30 de médio risco e 63, baixo risco. A categoria de risco refere-se a espectos da própria barragem que possam influenciar na possibilidade de ocorrência de acidente, como a condição da estrutura.
Dentre as classificadas como alto risco, sete ainda apresentam um Dano Potencial Associado (DPA) considerado alto, clasificação esta que se refere ao dano causado em caso de acidente ou rompimento. O caso mais grave é o da Represa Canteri, em Imbituva, na região Centro-Sul do Estado, cujo nível de perigo da barragem é classificado como demandando atenção das autoridades.
Veja
BARRAGENS LOCALIUZAÇÃO
Represa Canteri Imbituva
Lago Favoretto Manoel Ribas
Barragem Costa São João do Ivaí
Represa Três Barras São Sebastião da Amoreira
Eugenio Carneiro Tibagi
Coronel Domingos Soares Coronel Domingos Soares
Barragem São Bento General Carneiro
Lago Paulo Gorski Cascavel
Cristo Rei Campo Mourão
Justus Inácio Martins
Usina e Fábrica de Papelão
Apucaraninha Londrina
As informações da listagem são do site Bem Paraná.
Nesta segunda-feira (28), o Governo do Estado anunciou que fará um contrato de gestão com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) para avaliar a situação das barragens existentes no território paranaense. Em paralelo, duas unidades que abrigam resíduos minerais, em Cerro Azul e Campo Largo, serão vistoriadas nessa semana. Os trabalhos serão monitorados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental e Turismo (SEDAT).
A foto do post é ilustrativa e é do arquivo da Agência de Notícias do Paraná.



Uma resposta
Gostaria de saber se a vila rural corte de ouro esta em risco se houver rompimento da barragem canteri….ou qualquer outra barragem