Nas eleições de 2018, no cargo de Juiz Federal, ajudou a eleger Bolsonaro, utilizando-se de estratégias nada convencionais para um magistrado.
Ações que foram, exaustivamente denunciadas pelo jornalismo investigativo do Intercept, através das milhares de conversas do ex-Moro com o Ministério Público (leia Deltan Dallagnol, o desaparecido). Denúncias as quais o Poder Judiciário nada fez de concreto.
“Não estou a venda”, assim escreveu o ex-Moro em mensagem para uma deputada da tropa de choque do Planalto, antes se pedir demissão como ministro da Justiça.
Como é que alguém pode não estar a venda se havia sido comprado com cargos em 2018? Ou a entrega do então super-ministério não foi presente pelo “trabalho eleitoral bem executado” em Curitiba na Lava Jato?
Agora vem esta patacoada, em pedir ao STF para tornar público o tal vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, sonhando com “provas” incriminatórias para afastar o presidente.
A meu ver, além dos 37 palavrões, dos quais 29 proferidos por Bolsonaro na reunião – o que é uma prática frequente -, ex-Moro mais uma vez dá força ao seu mais novo desafeto rumo ao pódio em 2022.
Daquela reunião o que devem ser investigados são as falas de ministros (Ricardo Salles, Damares e Weintraub) que pregam a ilegalidade e a afronta ao Estado democrático de direito.
Em resumo, será que lá em 2022, mais uma vez o ex terá uma nova chance como ministro do Executivo ou no STF??? Só o tempo dirá, ou quem sabe as sempre convicções do ex-Moro.


