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A Alep retornou aos trabalhos com discursos, falações, aplausos e vaias. Todos os artistas do poder do mundo se comportam dentro dos scripts. E salve, salve, 2020, que já começou. Mas daqui alguns dias tem o reinado de momo, então, para tudo de novo…

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou da solenidade de retomada dos trabalhos em plenário na Assembleia Legislativa do Paraná e fez um balanço do primeiro ano da administração.

Ratinho Junior afirmou que a Assembleia Legislativa foi extremamente importante para que o Governo do Estado pudesse modernizar a máquina pública. Citou como pontos-chave as reformas administrativa, com a redução do número de secretarias e autarquias, e a modernização da previdência, garantindo equilíbrio no caixa do Executivo.

A falação do governador:

“Foi a maior reforma administrativa desde a época do ex-governador Ney Braga. Aprovamos leis fundamentais, que tornam a máquina pública mais leve, menos onerosa e mais eficiente”, ressaltou o governador. “Este é um legado que fica para a história, graças à determinação de deputados comprometidos com o futuro do Paraná”.

Os líderes do Governo e da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, respectivamente os deputados Hussein Bakri (PSD) e Tadeu Veneri (PT), demonstraram, ao fim da sessão de abertura dos trabalhos do período legislativo.

Para Bakri, discussões acaloradas entre os parlamentares como da reforma da previdência dos servidores estaduais, aprovada pelo Plenário em dezembro do ano passado, não devem se repetir em 2020. “Vislumbro que teremos um ano um pouco mais tranquilo, porque não temos em curto prazo nenhum projeto bombástico. O Estado plantou alguns projetos importantes e agora vai começar a executá-los, sendo alguns que tiveram a participação da Assembleia, como o banco de projetos e os recursos para empréstimos importantes que serão aplicados na construção de rodovias”, exemplificou.

Sobre a Agepar, Bakri afirmou que a agência carece de melhorias. “O funcionamento da Agepar merece um aprofundamento, existem pontos que precisam melhorar muito, como o aumento do poder de fiscalização, ela precisa ser uma entidade com mais poder de decisão e rapidez para, efetivamente defender os interesses da sociedade”, falou. De acordo com ele, o anteprojeto deve ser encaminhado à Casa nos próximos dias. “Ainda não o temos em mãos”, reforçou. Sobre as possibilidades de uma reforma administrativa, Bakri reiterou que as principais mudanças já ocorreram em 2019. “As fusões de secretarias e diminuições nas estruturas já aconteceram”, frisou.

OPOSIÇÃO

Já Tadeu Veneri, líder da Oposição, vislumbra um ano pouco tranquilo para o Governo. “Não acredito que o Governo tenha de fato a leitura de que 2020 será um ano tranquilo”, afirmou. Sobre o discurso do governador Ratinho Junior, Veneri destacou pontos que não foram abordados na fala aos deputados em plenário. Entre os assuntos listados, a possibilidade de debates sobre a privatização da Copel, com a venda da usina hidrelétrica de Foz do Areia, “sua principal geradora de energia elétrica”; e também o “fechamento” da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados em Araucária (Fafen), ligada à Petrobras.

Sobre a reestruturação da Agepar, Veneri afirmou que a Oposição trabalhará para que a Agência não se torne “dócil, uma Agência que autorize a construção de uma rodovia que beneficie exclusivamente um porto privado”, referindo-se à perspectiva de que se iniciem neste ano as obras de uma nova rodovia no litoral paranaense. “Estas Agências coniventes com os governos, que não criem obstáculos ao que se chama de empreendedorismo, mesmo que destruam, por exemplo, o meio ambiente, é a que precisamos nos opor”, afirmou.

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