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O tão falado vídeo que Bolsonaro se nega entregar ao STF. Além daquilo e mais um pouco, na reunião, Abraham Weintraub teria afirmado que o STF é composto por 11 “filhos da puta”

Por ora, permanece a resistência do Palácio do Planalto em entregar ao STF o dito vídeo, sob o argumento de que o encontro tratou de “assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de relações exteriores”.

Com certo medão e possíveis complicações à vista, o grupo do poder central está em um beco sem saída.

Segundo reportagem da jornalista Thaís Oyama, já é sabido que o vídeo —além de trazer a suposta ameaça do presidente de demitir Sergio Moro caso ele não concordasse com a substituição do delegado Maurício Valeixo— mostra uma reunião pródiga em palavrões e menções a assuntos que o governo preferiria tratar em volume baixo, como os acordos com o centrão.

A matéria que Thaís Oyama assina, veiculada no site da Folha de São Paulo, dá conta ainda que é sabido que a China foi citada na reunião em termos pouco elogiosos —pelo próprio Bolsonaro e logo na abertura do encontro.

Mas a frase mais potencialmente danosa dita na mesa não saiu da boca do presidente, e sim do seu ministro da Educação.

Depois de comentar medidas tomadas pelo STF que desagradaram o governo, Abraham Weintraub afirmou que a corte era composta por 11 filhos da puta. Um deles é o destinatário do vídeo. E ainda pode compartilhar com os outros dez o comentário “sensível” do ministro.

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