Segundo Cezar Bitencourt, o calvário de Moro está apenas começando, pois sua maré de infortúnio ameaça a aproximação de dias revoltos pela frente e o antigo “rei das delações”, muitas delas ilegítimas, na medida em que decretava as prisões para forçar as delações, aliás, admitido publicamente por alguns procuradores, tendo, inclusive, um deles afirmado que canário só canta na gaiola. Na verdade, os ares parecem efetivamente ter mudado e aqueles tempos gloriosos, do então poderoso Moro, correm o risco de serem destruídos com ameaças vindas do passado.
Ele pergunta: “Afinal, o que há por trás disso para deixar o bacharel Moro tão indignado com o retorno de um réu que ele perseguiu –como a tantos outros, pois hoje se sabe que ele foi um juiz parcial– por todos os meios em vários países do exterior, gastando absurdamente o dinheiro do contribuinte, sem conseguir trazê-lo de volta? E agora, espontaneamente, Tacla Dura resolve retornar à, digamos, cena do crime para negociar uma delação com o procurador-geral da República, certamente, para atingi-lo, segundo a ira de Moro, via seu compadre Zuccoloto”.
Do site Poder360


