Os repórteres investigavam as circunstâncias da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, ligado ao senador Flávio Bolsonaro e morto em uma ação policial no último domingo (09/02) em Esplanada (a 170 km da capital baiana), informa o jornalista da Folha de São Paulo. Segundo a Folha, de acordo com o relato dos repórteres da Veja, eles estavam a caminho de uma das fazendas do pecuarista Leandro Guimarães quando foram cercados por duas viaturas da polícia. A intenção dos jornalistas era tentar entrevistar Leandro, fazendeiro que hospedou o miliciano por cerca de uma semana antes de ele seguir para o sítio do vereador Gilsinho de Dedé (PSL), onde acabou morto ao ser alvo de operação policial. Mesmo após se identificarem como repórteres, os jornalistas foram revistados pelos policiais com armas em punho. Um dos soldados teria indagado por várias vezes: “Como é que vocês descobriram esse endereço?” Em seguida, um policial apreendeu o gravador de um dos repórteres, no qual haviam sido gravadas diversas entrevistas da apuração sobre o caso. Eles ordenaram que os jornalistas os seguissem para uma delegacia no município vizinho de Pojuca. Os jornalistas ficaram cerca de 20 minutos na delegacia, onde foram liberados. O gravador foi devolvido.
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Caso do miliciano morto na Bahia, ligado a Flávio Bolsonaro. Hugo Marques e Cristiano Mariz, jornalistas da revista Veja, foram detidos e conduzidos a uma delegacia pela Polícia Militar da Bahia na manhã desta sexta-feira (14/02)
14/02/2020 - 16:31



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